My S. Catcher
IHRSA - Mar 2005 FBLA 20 Anos (P)
   Home       25th Convention & Trade Show          Celebrating Silver          Going for Gold          McCarthy Welcome          News25          Press Room          Testing Page Creation   
Embriã da rede nacional de academias, a unidade Kansas da Companhia Athletica completa duas dé dedicadas à atividade fí e ao bem-estar

Encravada no bairro paulistano do Brooklin, a unidade Kansas da Companhia Athletica completa 20 anos de atividades no Brasil. Entre as pioneiras do País a implantar a filosofia Wellness, é o embrião do que é hoje uma rede nacional, atuando em sete cidades, com 10 academias, e marcando presença em cinco estados. Em 2005, esse quadro promete aumentar com a inauguração de duas novas unidades - Ribeirão Preto (Cia Express), em abril, e Manaus, em agosto - Tudo impulsionado por números animadores. A empresa fechou 2004 com faturamento de R$ 47 milhões, montante 25,3% maior que o registrado no ano anterior. A previsão é chegar a marca de R$ 60 milhões em 2005. Atualmente, a rede atende 25 mil alunos ativos, e a administração prevêcrescimento de 12% até dezembro.

A Companhia Athletica surgiu da iniciativa de cinco amigos, como conta o diretor geral do grupo, Richard Bilton. “Desde aquela época tínhamos em mente oferecer ao mercado brasileiro algo diferente do que vinha sendo praticado. Nossa primeira unidade, instalada na Rua Kansas, foi o primeiro espaço construído especialmente para abrigar uma academia de ginástica no Brasil. Naquela ocasião, os locais para a prática de atividades físicas eram adaptações de casas, antigas fábricas e galpões.”

Consolidado o primeiro empreendimento, o passo seguinte era a expansão. Crescer era a idéia, mas solidamente. Para isso, foi preciso paciência, planejamento e muito estudo. Tanto, que a segunda academia da rede só foi inaugurada em 1992, no Morumbi Shopping. Quatro anos mais tarde, a aposta foi no interior paulista, em Campinas. Em 1997 foi a vez de São José dos Campos. Desde então, foi uma inauguração por ano: 1998 - Shopping SP Market; 1999 - Shopping Anália Franco; 2000 - Brasília (o que a transformou na primeira rede nacional de academias); 2001 - Belém; 2003 - Rio de Janeiro; 2004 - Belo Horizonte.

A bem-sucedida ação em shoppings acabou por se tornar marca registrada da Companhia Athletica. Das atuais 10 unidades em funcionamento, oito estão situadas nesse tipo de instalação. “é um excelente negócio para os centros de compras, que têm um substancial incremento no número de potenciais consumidores. Para nós, a vantagem é que podemos oferecer mais segurança aos alunos e uma extensa gama de serviços adicionais”, explica Bilton.

20 anos depois
De acordo com a diretoria, os maiores obstáculos enfrentados ao longo de duas décadas foram a inconstância da economia brasileira e o sistema tributário. Entre erros e acertos, Bilton aponta o caminho para o sucesso. “O segredo é não atropelar as coisas em nome do crescimento. Levamos sete anos entre a inauguração da primeira e a segunda unidade. Estávamos aprendendo a tocar um negócio totalmente diferente dos moldes existentes naquela época no Brasil. Desde o início almejávamos a liderança no setor, mas sempre de forma responsável e coerente. De que adianta sair abrindo dezenas de academias para depois ter que fechar? Hoje, 20 anos depois, conquistamos um know-how que nos permite abrir duas ou três unidades em um único ano. A liderança se conquista com muito trabalho, competência e uma grande equipe de profissionais. A grande chave do negócio é ser persistente e ousado, porém responsável.”

Atualmente, a Companhia Athletica disponibiliza 43 tipos de aulas de ginástica, oito modalidades esportivas, 11 aquáticas e oito tipos de lutas. Além de 28 atividades que compõem a programação infantil e o plano Platinum, que inclui cinco modalidades direcionadas ao público da terceira idade. Entre os diferenciais da rede, a administração aponta como destaque a excelência de qualidade de estrutura e serviços oferecidos a um público abrangente (da criança ao idoso), como quadras poliesportivas em todas as unidades, centros de estética, vestiários com saunas, paredes de escalada (unidades Campinas, Belo Horizonte e Rio de Janeiro), Studio Pilates, parque aquático (19 piscinas, sendo 10 semi-olímpicas), entre outros.

O aluno pode treinar em qualquer unidade do País e apenas no Natal e Ano Novo as academias não funcionam. São 363 dias por ano de atendimento. Outro diferencial é que as unidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília contam com piscinas salinizadas (processo em que o sal substitui o cloro químico no tratamento de purificação das águas). A rede possui mais de 1.500 equipamentos importados e a área de musculação é informatizada (por intermédio de uma chave introduzida nos aparelhos, o aluno tem acesso a todas as suas informações físicas, substituindo a tradicional ficha de musculação). O quadro efetivo é de 100 funcionários por unidade, dos quais 70% são da área técnica e 30% da administrativa, além dos serviços terceirizados (fisioterapia, avaliação física, estética, massagem, lanchonete, entre outros).

A conquista dos certificados ISSO 9001:2000 (em 1999) e de qualidade de ar (em 2003) representou novos desafios. “Depois que abrimos algumas unidades, chegamos à conclusão de que era importante a manutenção de um único padrão de atendimento e funcionamento para toda a rede. Foi um dos motivos que nos levaram a procurar a certificação ISO 9001:2000. Buscamos a certificação não por marketing, mas pela necessidade de um crescimento organizado e planejado, com normas comuns às unidades. Mais do que orgulho, ambas representam grandes desafios. Não basta obter, é preciso manter. E para manter precisamos ser impecáveis, sempre. Isso nos motiva a sempre estar em busca da excelência, a nunca deixar que nos acomodemos”, avalia Bilton.

A novidade para 2005 é o lançamento da Cia Travel. “Seremos a primeira rede de academias a montar uma agência de viagens específica para seus alunos, com vantagens especiais e roteiros voltados para nosso público. A primeira delas está marcada para maio, na Costa do Sauípe (BA)”, conta o diretor geral.

Exterior
Partir para a internacionalização da marca esteve nos planos. O mercado norte-americano, dois países da América do Sul e Portugal foram sondados, mas os planos de ampliar fronteiras não avançaram. A empresa é administrada por uma holding que determina as cidades que irá atuar. Após avaliação, é escolhido, ou não, um sócio local que irá participar da exploração e administração da nova unidade. “Sabemos que uma das coisas que ajudam um negócio a dar certo é ter alguém que conheça o ambiente onde se pretende atuar, alguém que saiba exatamente quais são as características daquele mercado. Também acreditamos naquele velho ditado que diz que - o olho do dono é que engorda o gado”, comenta Bilton.

O diretor geral considera a empresa a única rede de academias verdadeiramente Wellness. “Hoje é moda falar em bem-estar, mas até pouco tempo, os donos de academias só pensavam em fitness. Nós não. Sempre estivemos preocupados em oferecer aos nossos alunos condições para uma vida mais saudável. Por isso somos tão criteriosos ao abrir uma unidade. Só inauguramos uma Companhia Athletica se tiver condições de oferecer bem-estar a todos os nossos alunos em potencial, do bebêao adolescente, do adulto ao idoso.”

Comprovando essa preocupação, desde o segundo semestre de 2004 as unidades da rede são equipadas com desfibriladores. Todos os funcionários que têm contato com alunos passaram por curso de primeiros-socorros, sendo que os professores foram preparados por profissionais do Instituto do Coração (Incor) sobre como proceder em casos que necessitem da utilização do aparelho. Recentemente, a empresa começou a implantar um sistema de alarme nas unidades que permite avisar em qual sala está ocorrendo o problema, o que favorece um atendimento mais rápido.

Segundo Bilton, para se destacar é essencial valorizar o cliente fiel. “Uma diferença crucial entre a Companhia Athletica e a concorrência está, por exemplo, em não praticar promoções sazonais. Muitas academias, no intuito de conquistar novos clientes, fazem descontos exagerados para quem optar por planos que os obrigam a ficar 'amarrados' por muito tempo ou praticam descontos em épocas de pouco movimento. Não concordamos com tal filosofia. Também achamos injusto o caso em que os alunos fazem um plano com preço convencional e, meses depois, vem o mesmo pacote comercializado pela metade do valor. Fazemos o inverso. Ao invés de oferecer vantagens para atrair novos alunos, procuramos fidelizar os que estão conosco. São esses que têm vantagens e trazem amigos e familiares.”

O conselho do empresário aos proprietários de academias é que façam o dever de casa. Definam a missão da empresa, seus valores, a visão de onde querem chegar, sejam entusiastas, tenham perseverança e energia para não acomodarem nunca.

Cia Express
Na temporada passada, a empresa lançou a bandeira Cia Express, que nasceu para suprir necessidades como atuação em locais onde não há espaço físico para comportar mega-academias. “Foi o formato ideal que encontramos para operar em cidades menores, com população a partir de 300 mil habitantes e com forte demanda, mas cujo tíquete médio é inferior ao praticado pela marca-mãe. Há anos vínhamos recebendo propostas interessantes, mas incompatíveis para a instalação de uma Companhia Athletica. Não queríamos descaracterizar a marca, que se destaca por apresentar ao mercado academias completas, com serviços destinados desde o bebêaté o idoso. Então, a alternativa foi a criação de uma segunda marca, com academias menores e mais adequadas ao mercado onde estão inseridas”, explica Bilton.

As academias Cia Express têm padrão entre 1,5 mil e 4 mil metros quadrados de área construída (as da Companhia Athletica variam de 4 a 7 mil). A mensalidade custa, em média, R$ 160 (US$ 62), enquanto os valores da marca-mãe estão entre R$ 220 e 300 (US$ 85 e 116). Todas as unidades contam com salas de musculação, cardiovascular, ginástica e spinning, e há serviços que variam nas unidades, como piscina e quadra poliesportiva. Em razão da estrutura física menor, o quadro de funcionários também é reduzido, em torno de 50 empregados por academia, sendo 80% na área técnica e 20% na administrativa, porém com os mesmos serviços terceirizados. Em abril, a segunda unidade será aberta em Ribeirão Preto, e está prevista mais uma inauguração ainda este ano.









  Login



CE version 3.8.2.04a © 2005 CitySoft, Inc.

Powered by CitySoft
Community Enterprise